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Entre oliveiras e afetos: a colheita que marca o nascimento de um novo olivoturismo

Família Kalil
Família Kalil

Há um momento no ano em que o Pampa muda de ritmo. O vento segue o mesmo, os campos continuam amplos, mas o ar carrega um perfume diferente — o aroma fresco da azeitona recém-colhida. É nesse cenário que nasce mais uma história que conecta território, família e propósito: a experiência nos olivais da família Kallil, na Colina do Alto Bonito, em Bagé.


Mais do que uma colheita, o que se vive ali é um encontro. Um encontro entre gerações, entre trajetórias e, sobretudo, entre vontade e oportunidade.

À frente dessa nova jornada está Lucia Kalil, que construiu uma trajetória sólida de 25 anos no varejo e agora dá seus primeiros passos no agro — não como ruptura, mas como continuidade de um espírito empreendedor que se reinventa.

Ao seu lado, a presença de seus pais Dr. Renato Kalil e Iolanda Maria Abbott Kalil, reforça o caráter familiar e colaborativo do projeto, evidenciando que essa construção vai além de um negócio: é um legado.



Da experiência urbana ao terroir do Pampa

O movimento de Lucia reflete uma tendência crescente no Brasil: profissionais consolidados em outras áreas que encontram no campo não apenas um novo negócio, mas um novo sentido de vida. No caso da Colina do Alto Bonito, esse movimento ganha contornos ainda mais especiais — ele é coletivo.

Família, amigos e colaboradores se unem em torno de um mesmo propósito, em um dia especial, a colheita das azeitonas.



Há algo profundamente simbólico em colher azeitonas: o gesto manual, o cuidado com cada fruto, o respeito ao tempo da natureza. Diferente de outros ciclos agrícolas, a colheita da oliveira acontece apenas uma vez ao ano — e talvez por isso carregue um valor quase ritualístico.


Olivas Alto Bonito: identidade, origem e propósito

O azeite de oliva extravirgem Olivas Alto Bonito, produzido com cuidado e dedicação na Estância Dona Genoveva, nasce desse ambiente: afetivo, colaborativo e profundamente conectado ao território.

Ainda em seus primeiros passos, o projeto já demonstra algo que não se ensina — autenticidade. E no universo dos azeites, autenticidade é tudo.

A Campanha Gaúcha é uma das principais regiões produtoras do Brasil, não apenas pela qualidade dos azeites, mas pela capacidade de transformar produção em experiência. E é exatamente nesse ponto que iniciativas como a da família Kalil se destacam.


A colheita como experiência

Participar de uma tarde de colheita na Colina do Alto Bonito é entender que o azeite começa muito antes do lagar, é uma experiência única. Ele começa no encontro, na conversa, no riso compartilhado sob o céu aberto.


“Amigos, familiares e colaboradores unidos em uma tarde abençoada” — a frase resume não apenas um dia, mas uma filosofia.



Cada convidado recebeu um vidro, colheu suas azeitonas e no contra rótulo tinha a receita para ela mesmo fazer sua azeitona em casa, ou seja, não vimos nada parecido ainda e com certeza, reforço pelas nossas andanças pelos olivais e lagares que foi uma experiência única.


O futuro: experiência, turismo e identidade

O que se vê na Colina do Alto Bonito vai além da produção de azeite. É a construção de um espaço de experiência, onde o visitante não apenas consome, mas participa, sente e entende. Mas essa experiência você poderá viver na colheita de 2027, quando todos os detalhes já estarão prontos, para te receber.

E esse é o verdadeiro espírito do olivoturismo — e talvez um dos caminhos mais promissores para o desenvolvimento do turismo do Pampa, as vivências reais com o que temos de melhor, o enogastroolivoturismo.

Porque, no fim, o azeite é apenas o começo. O que realmente se colhe ali são memórias.

 

O Legado



Ao cair do sol, quando o céu se veste de tons quentes e o tempo parece desacelerar, vivemos um daqueles momentos que ficam para sempre gravados na memória.


Não foi apenas uma cerimônia — foi o nascimento de um sonho. Diante de todos, a pedra fundamental tocou o solo, carregando consigo história, emoção, coragem e propósito.


Ali, naquele instante, não se assentava apenas um alicerce físico, mas a essência de uma trajetória construída com valores, raízes e visão de futuro. Essa pedra passa a ser mais do que um marco: será um guia silencioso para todos que chegarem, um símbolo vivo de que grandes projetos começam com um gesto simples, mas cheio de significado.

É o início de algo maior. É o começo de um legado.

 


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